Historia do Jacarezinho



A História do Jacarezinho - RJ

Localização da Comunidade

Rio de Janeiro - Zona Norte

Limites: Maria da Graça, Cachambi,  Jacaré, Benfica e Manguinhos.

População: 66 mil habitantes (informação da secretaria de habitação em 2002)


o Jacarezinho hoje não é mais considerada favela e nem uma comunidade, desde 1992, o Jacarezinho é considerado um Bairro. 


Jacarezinho
Bairro do Rio de Janeiro 
Área:
94,39 ha (em 2003)


Fundação:
29 de julho de 1992


IDH:
0,7311 (em 2000)


Habitantes:
37 839 (em 2010)2


Domicílios:
11 881 (em 2010)


Limites:


Subprefeitura:
Zona Norte4


Região Administrativa:






 

Para explicarmos a história desta grande comunidade, teremos que voltar ao túnel do tempo, iniciaremos a nossa pesquisa desde os Jesuítas até os dias futuros com a implantação do PAC do Jacarezinho, lembramos que nosso texto sempre estará se atualizando quando encontrarmos fatos antigos ou futuros acontecimentos, que mudaram ou mudarão o território.

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Engenho Novo e Jacarezinho
 

"Sua origem é o Engenho Novo dos Jesuítas, construído em torno de 1707, que abrangia terras que iam da Serra dos Pretos Forros até a praia Pequena, em Benfica, e se confrontavam com o Engenho de Dentro.
A Capela destinada a São Miguel e à N. S. da Conceição foi construída pelos jesuítas, em 1720, junto à residência-sede, onde hoje fica a praça da Imaculada Conceição e seu Santuário.
Os jesuítas possuíam vastas lavouras e canaviais até a sua expulsão do Brasil, por ordem do Marquês de Pombal. Então, o Engenho Novo foi posto em leilão e passou a ser propriedade do Capitão de Milícias José Paulo da Mata Duque Estrada, que mudou seu nome para “Quinta dos Duques” e o ampliou com uma nova Sesmaria que se estendia até Manguinhos. Para escoar a produção da Quinta, era usado o rio Faria.
Um dos mais ilustres moradores do bairro era o Ministro Conselheiro Couto Ferraz, o Barão de Bom Retiro. Seu nome tem origem na sua bela chácara do Bom Retiro, que fazia limite com a do fazendeiro Antonio Pereira de Sousa Barros, o Barão do Engenho Novo. Em sua homenagem, a estrada do Cabuçu foi rebatizada de rua Barão do Bom Retiro. Outros moradores famosos foram o Conselheiro Viena de Magalhães e sua esposa, a Condessa de Belmonte, mãe adotiva de Dom Pedro II, que deram nomes a ruas do bairro.
Com a abertura, em 1858, da Estrada de Ferro Dom Pedro II, depois Central do Brasil, foi inaugurada a estação do Engenho Novo que foi muito importante para a ocupação do bairro. A partir daí, as antigas chácaras e sítios foram loteados e ruas foram abertas nos terrenos pantanosos, cortados pelo rio Jacaré, que foram saneadas.
"Rio Jacaré" Corruptela de YACARÉ (o “que é torto, sinuoso”), alusão às voltas que dá o rio Jacaré, que nasce no morro do Elefante e atravessa a região historicamente pertencente ao Engenho Novo dos jesuítas.
Após a expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal, o engenho foi desmembrado em chácaras e propriedades rurais e, posteriormente, foram abertos arruamentos. Grandes proprietários como Paim Pamplona e Adriano Müller loteavam o Jacaré fazendo surgir as ruas principais - Dois de Maio e Lino Teixeira.
A partir da década de 1920 o bairro passa a ser efetivamente urbanizado e ocupado. Nessa época, iniciou-se a Favela do Jacarezinho, que se expandiu no decorrer dos anos entre o rio Jacaré e a antiga Fábrica Cruzeiro (depois General Electric - GE). Em 1992, a área do Jacarezinho foi desmembrada do bairro do Jacaré, transformando-se em  Jacarezinho.
No local atualmente ocupado pela Congregação Salesiana (rua Luis Zanchetta), antigo Solar do Conselheiro Magalhães Castro, existiu um Fortim com guaritas e canhões, mandado construir pelo Conde de Rezende entre os anos de 1793 e 1795 no morro das Palmeiras, atual Jacaré, devido a sua posição estratégica, dominando todo o Arraial da Venda Grande, a Estrada Real de Santa Cruz (Suburbana), a praia Pequena e Benfica.
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Resumo:
Vimos no texto acima que o território do Jacarezinho era uma chácara que pertencia a Concórdia Sociedade Imobiliária Ltda e a Fábrica Unidas de Tecidos, Rendas e Bordados S.A, um dos fatores para ocupação da comunidade era as indústrias vindo para a proximidade, a linha férrea, a localização próximo do centro da cidade e outros bairros industrializados.

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Curiosidades:
Muitos moradores que chegaram nas décadas de 20 e 40, relatam que conforme iriam limpando o terreno para construções das suas casas, encontraram grilhões de escravos, ossos e entre outras especiarias.  O Rio que corta a comunidade a muitas décadas atrás  foram encontrados dois Jacarés pelos moradores e hoje algumas universidades fazem pesquisas sobre a presença de Quilombos no passado.
O Ponto de referência naquela época era a Estação Vieira Fazenda e a Rua Guandu.
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Aonde é localizada a Comunidade do Jacarezinho era uma chácara   (fazenda Velha).



A  estação de Vieira Fazenda foi inaugurada

 em 1908. (linha auxiliar).

CISPER  montada em 1917

 A empresa General Eletric estava estabelecida no local desde 1919 (lembrando que no mesmo espaço ficava a fabrica Cruzeiro).
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Fundação


A localidade passa ser ocupada apartir de 1920 com estabelecimento de indústrias na região do Jacaré e na antiga Suburbana. Até o inicio da década de 40, as casas eram feitas de madeira e zinco, havia uma Constante resistência dos moradores para permanecerem no local.
 
Em 1944 a Concórdia Sociedade Imobiliária Ltda e a Fábrica Unidas de Tecidos, Rendas e Bordados S.A  , entrou com uma ação na justiça para o desapropriamento do terreno, em 1945 um grupo de lideranças locais, foi ao palácio Guanabara e conversou com Geraldo Mascarenhas do Gabinete do Getúlio Vargas.


O Presidente Eurico Gaspar Dutra, esteve na comunidade junto com o prefeito em 1948, ouvir as lideranças, concede aos moradores a permanência na região.
O Terreno foi comprado para os moradores numa importância de Cr$ 1.726,000,00


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O aparecimento das Fabricas X Crescimento da Favela



Entre a década de 40 e 50 a comunidade tem um crescimento enorme de fábrica em redor de aonde estar localizado o Jacarezinho.
Em 1961, Carlos Lacerda assume o governo do Estado da Guanabara, promove a ida de várias indústrias para o Bairro do Jacaré, tornando a Região o segundo maior polo industrial do Estado do Rio de Janeiro.
     complexo industrial do Jacaré ocupava cerca de 15 ruas do bairro e tinha uma enorme diversidade na sua produção, pois era possível encontrarmos indústrias de sapatos e bolsas, de materiais farmacêuticos, de vidros, de roupas, metalúrgicas, fábricas de café, etc. Todas as industrias, entorno do Jacarezinho, gerava mais de 40 mil empregos.
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Surgimento do Nome Jacarezinho
Primeiro - Estação de Vieira Fazenda (isso mesmo, publicação em jornais neste período de 1910 até o final da década de 20 comprovam que o endereço dado pelos os moradores era este)
Depois - Mato do Padre Paulo (nome relatado pelos moradores)

Depois - Morro da Titica (nome relatado pelos moradores)

Hoje se chama Jacarezinho
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Rio Jacaré




 Comunica-se com outra favela próxima, a de Manguinhos. A comunidade foi batizada com a versão diminutiva do nome do rio que nasce no maciço da Tijuca e atravessa os bairros do Jacaré, Méier, Engenho Novo e Triagem. Nos anos 40, o rio Jacaré foi aterrado e canalizado para a construção da Avenida Brasil. Ele desemboca na Baía de Guanabara pelo Canal do Cunha.





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O nome do Jacarezinho, veio do diminutivo do Rio Jacaré que não tem nada haver com o animal .
A origem etimológica do termo vem de "yacarè", "o que é torto, sinuoso", em uma alusão ao formato do rio.
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 Estação de Vieira Fazenda (atualmente chama-se estação do Jacarezinho)



Descobri algo interessante, o nome não tem nada haver com a tal fazenda que pertencia ao seu Vieira, que os mais antigos contam.




"28 de abril de 1947 — Foi comemorado o  centenário de Vieira Fazenda"



A antiga Rua dos Cotovelos onde Vieira nasceu recebeu o seu nome, assim como a estação de trem da favela do Jacarezinho, que faz parte da malha ferroviária da Central do Brasil.





 José Vieira Fazenda, autor de Antiquálias e Memórias de Rio de Janeiro, nasceu em 28 de abril de 1847. Era o terceiro de cinco filhos de Antônio Cândido Daniel e dona Rosa Maria Cândido Vieira. Estudou no colégio Vitório, na Rua dos Latoeiros (atual Gonçalves Dias), depois, no Colégio Pedro II, no internato criado em 1857. Bacharelou-se, em 1865, em Belas Letras. Aos 15 de março de 1866, matriculou-se na Escola de Medicina, tendo sido o orador de sua turma, que se formou em 1871.

Médico aos 24 anos de idade, Vieira Fazenda começou a exercer sua clínica na paróquia de São José, onde residia na Rua do Cotovelo (que dava acesso ao alto do Morro do Castelo). Abolicionista desde a juventude, foi membro da Sociedade Emancipadora, contribuindo, também financeiramente, com a entidade. Já na República, foi Intendente Municipal no biênio 1895-1896, um dos mais operosos no antigo Conselho Municipal.

Foi sua a proposta declarando o 20 de janeiro feriado municipal, transformada no Dec 239, de 10 de março de 1896, e sancionado pelo Prefeito Francisco Furquim Werneck de Almeida.

A partir de seu trabalho como médico da Santa Casa, e do atendimento que fazia gratuitamente aos pobres na sua clínica da Rua do Cotovelo, foi colaborador do jornal A Notícia, de 1901 a 1913. Sócio efetivo da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro; professor na Academia de Altos Estudos. Veio a falecer em 19 de fevereiro de 1917.
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Crescimento



Na década de 1960, o governador Carlos Lacerda promoveu a ida de várias indústrias para o bairro de Jacaré, criando o chamado “Complexo Industrial do Jacaré”, entre o rio Jacaré, as ruas Viúva Cláudio e Bráulio Cordeiro. Também abriu uma passagem por baixo da Linha Auxiliar, ligando o bairro a avenida Dom Helder Câmara (antiga Suburbana), ganhando dos moradores o nome de “Buraco do Lacerda”.

O Complexo Industrial do Jacaré ocupava cerca de 15 ruas do bairro com indústrias de calçados, bolsas, farmacêuticas, de vidros, roupas, metalúrgicas, de café, entre outras. Com a crise econômica das últimas décadas do século XX, a maioria de suas indústrias faliram ou tiveram as suas unidades reduzidas. Atualmente se verifica na região um grande número de galpões e prédios fechados, cercados por comunidades de baixa renda.

O principal acesso é a chamada “Linha Verde”, integrada ao túnel Noel Rosa e parcialmente construída na década de 1970, via projetada nos anos de 1960, ligando o Jacaré a Vila Isabel e a Maria da Graça.


 área onde está localizada a favela do Jacarezinho foi inicialmente uma chácara pertencente a uma família portuguesa. As primeiras construções de moradias começaram por volta da década de 1930. Porém, foi com o crescimento industrial no bairro do Méier, após a Segunda Guerra Mundial, que o desenvolvimento da comunidade atingiu maiores proporções. Entre os moradores, havia um grande número de imigrantes, vindos de outros Estados do Brasil ou do exterior. A favela cresceu à medida que aumentou a oferta de empregos.

A comunidade do Jacarezinho foi construída pouco a pouco. Casas, prédios, ruas, escadarias e comércios foram erguidos com o suor de seus moradores. Depois surgiram cooperativas, oficinas e diversos serviços que movimentaram a região. Esta rede de serviços, estabelecimentos de crédito, cooperativas e indústrias criou laços entre a favela e os bairros vizinhos, laços que foram cruciais para a preservação da favela no local.

Na segunda metade do século XX, assim como aconteceu em outras comunidades do Rio de Janeiro, houve várias tentativas do governo e de algumas empresas privadas de remover a favela do Jacarezinho. Muitas lutas foram travadas, principalmente por associações comunitárias, para assegurar os diretos dos moradores. Ao longo dos anos, o processo de destruição dos barracos não conseguia acompanhar a velocidade das novas construções. Assim a favela foi crescendo e tomando forma.


Dentre as diversas organizações comunitárias que surgiram, uma teve especial destaque – a Associação Pró-Melhoramento do Jacarezinho, criada em 1966 para representar toda a população. A entidade reivindicou por muito tempo a legalização da favela e a melhoria dos serviços públicos no local. Lutou também para que as autoridades cuidassem da manutenção da ordem e garantissem a segurança das famílias na favela.

AEm 1993, o programa Favela-Bairro, da Prefeitura do Rio, promoveu melhorias no Jacarezinho, numa parceria em que finalmente o poder público reuniu forças para a urbanização das comunidades. Representantes do governo municipal, associações e moradores fizeram um estudo para apontar prioridades a serem resolvidas. Analisaram problemas de infraestrutura e de insuficiência de serviços públicos. Para colocar o projeto em prática, foi necessário desapropriar 156 moradias, dando lugar para a criação de vias de acesso, a reorganização de alguns  espaços internos e a implantação de áreas livres para o convívio comunitário.
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Falência + Desemprego = Surgimento da Marginalidade


Inicia-se com a crise do petróleo na década de 70, afetaram as indústrias brasileiras, provocando desemprego e falências.

o período que mais afetou foi na década de 90, faliram ou tiveram suas unidades reduzidas se transferindo para estados onde havia maiores incentivos fiscais, ou ainda reduziram, consideravelmente, o número de empregados.



    General Eletric – Encerrou-se todas as atividades, causando desemprego de Centenas ou milhares de funcionários.


Souza Cruz – Mudou-se para outro Estado do Brasil.


Laboratório Enilla – Fechou devido algumas denuncias.


Fábrica da Company – Mudou-se


O bairro do Jacaré teve, na década de 1970, mais de 50 metalúrgicas e na atualidade existem apenas 25.


a Glaxo Welcome (farmacêutica) – Se transfere do Bairro devido a violência.



     

 A indústria de vidro Cisper, que na década de 1980 tinha cerca de 2 mil empregados, hoje tem cerca       de    400 empregados.

A partir do final da década de 70, a comunidade passa a ocupar as principais páginas de Jornais Policial.


25 comentários:

  1. Show de bola essa matéria. Parabéns !!!
    Esse blog devia ser mais divulgado a maioria dos moradores da região não conhece a história da nossa comunidade.

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  2. Gosttei da estoria do meu morrão , amo meu jaca de paixao s2s2'

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  3. Estou muito emocionada de ver depois de tanto tempo o lugar onde nasci
    sinto uma imensa saudade,nasci em 1964 morava na rua Darcy Vargas em frente a leão XIII,saber que minha familia começou a vida ai nesta comunidade que apesar de tds os problemas me deixou saudades!amei a reportagem!

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  4. meu brother estou super feliz com tudo que vc tem feito sobre o Jacarezinho, acho que finalmente vc conseguiu realizar aquilo que queria fazer sobre as materias do Jacarezinho, continue assim cara vc é 10

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  5. Obrigado a todos, o seus comentários são muito importantes para mim, poder continuar este trabalho difícil, ainda não consegui colher 10% da historia desta comunidade que sempre foi o foco para tudo, desde a permanência das favelas entre a década de 30 à 60, época da ditadura, diretas já, surgimento do trafico do Rio e entre outras coisas, se fomos pesar em uma balança contribuímos mil vezes para o crescimento da cidade do que para o mal, um forte abraço a todos e fiquem com Deus.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Que material rico e resgata a nossa historia parabéns

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  8. Fabio Tavares, parabéns! Por favor, continue o bom trabalho, queremos saber mais!

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  9. Nasci e morei parte de minha vida lá. tempos em que andava nas ruas sem preocupações, brincava até escurece-se e depois ia pra casa quando a noite caia. Época que não podia usar drogas perto de crianças. Anos que a indústria em torno Jacarezinho era braço forte. Anos dourados do Jacarezinho que se foram e agora só deixa saudades, com muitas lágrimas lembro desse tempo. Saudade de um tempo que não volta mais!

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  10. Morei ali por 17 anos e por questões mútuas tive que morar em outro bairro!! Saudadesssss muita saudadee!

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  11. Fábio, parabéns pela iniciativa! Um povo sem história, sem memória, é um povo sem futuro! Minha monografia será sobre o processo de territorialização do que hoje se constitui como Complexo do Jacarezinho e seu blog está me ajudando bastante. Quando estiver pronta, te darei um cópia em agradecimento ;)

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  12. Show de bola essa pagina como foi bom relembrar do meu passado e matar a saudade de padre nelson onde estudei e levei uns puxões de orelha dele,rsrsrsr mas me ensinou muito coisa para minha vida pessoal ,obrigado padre nelson!!!

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  13. Olá Fabio, seu blog é ótimo, e está me ajudando em pesquisas. Sou estudante de turismo com foco em comunidades. Obrigada pelas matérias.

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  14. só tu mesmo fabão pra lembrar dsa nossa comunidade com este trabalho valeu ass; acs vitão.

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  15. Passou um filme na minha kbç ao ver a imagem da Estação Vieira fazenda...década de 80 quando ainda criança (10 anos)dignamente aprendi a ajudar no sustento da minha família, vendendo pipoca, pastilhas garoto e picolé.

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  16. Emocionante ler algo sobre paisagens de minha infância. Minha bisavó - negra, nascida do ventre livre - morava em um barraco sobre o rio jacaré. Lembro de criança, uns 5 ou 6 anos, lá por 1968, de olhar para o chão, e ver o rio correndo entre as frestas das tábuas.

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  17. Bela matéria..parabéns,poxa tenho certeza q se a maioria dos jovens nem sabe disso e nem procuram saber mora no Jacarezinho e não sabia nada sobre minha comunidade..

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  18. ZEZO 70 7 DE DEZEMBRO DE 2015 15:41 EU TRABALHEI MUITOS ANOS EM TRIAGEM E PASSAVA TODOS OS DIAS DE BONDE PELO JACAREZINHO E TINHA AMIGO QUE MORAVA NA COMUNIDADE E FUI VÁRIAS VEZES LA NO CRUZEIRO NO ALTO DO MORRO, NAQUELE TEMPO ERA TRANQUILO, MAS OS TEMPOS MUDARAM PARA PIOR A VIOLÊNCIA CRESCEU MUITO.!!!

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  19. ZEZO 70 7 DE DEZEMBRO DE 2015 15:41 EU TRABALHEI MUITOS ANOS EM TRIAGEM E PASSAVA TODOS OS DIAS DE BONDE PELO JACAREZINHO E TINHA AMIGO QUE MORAVA NA COMUNIDADE E FUI VÁRIAS VEZES LA NO CRUZEIRO NO ALTO DO MORRO, NAQUELE TEMPO ERA TRANQUILO, MAS OS TEMPOS MUDARAM PARA PIOR A VIOLÊNCIA CRESCEU MUITO.!!!

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  20. Que legal ler sobre o lugar que nasci!apesar de ter morado só até meus nove anos tenho bastante lembranças!na época meu pai tinha um bar na rua Darcy Vargas meus irmãos estudaram no Padre Nelson!mudamos pois perdi meu irmão que morreu afogado na praia do Galeão minha mãe entristeceu muito e mudamos!

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  21. Comentário histórico e extraordinário, onde abrange a luz do conhecimento sobre a comunidade do Jacarezinho. Vale !!!!

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  22. Comentário histórico e extraordinário, onde abrange a luz do conhecimento sobre a comunidade do Jacarezinho. Vale !!!!

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  23. Parabéns muito bom o seu trabalho, voltei no tempo

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  24. Parabéns pela pesquisa e levantamento de dados! Seria interessante citar as fontes (referências) ao final da postagem. Abraços!

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